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A casa purificada, 17 de Fevereiro RP 55

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável. Salmos 51:10. RP 55.1

“Cria em mim um coração puro.” Isto é começar direito, no próprio fundamento do caráter cristão; pois do coração procedem as fontes da vida. Se todos, pastores e povo, cuidassem de que seu coração estivesse em paz com Deus, veríamos resultados muito maiores do esforço envidado. Quanto mais importante e responsável for o vosso trabalho, tanto maior a necessidade de que tenhais corações limpos. É provida a graça necessária, e o poder do Espírito Santo cooperará com todo esforço que fizerdes nessa direção. RP 55.2

Se todo filho de Deus O buscasse fervorosa e perseverantemente, haveria maior crescimento na graça. Cessariam as dissensões; os crentes teriam o mesmo sentimento e seriam do mesmo parecer; e a pureza e o amor prevaleceriam na igreja. Somos transformados pela contemplação. Quanto mais contemplardes o caráter de Cristo, mais vos assemelhareis a Sua imagem. Vinde a Jesus assim como sois, e Ele vos receberá e vos porá nos lábios um novo cântico, isto é, um louvor a Deus. RP 55.3

“Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito.” Salmos 51:11. O arrependimento, assim como o perdão, é dom de Deus por meio de Cristo. É pela influência do Espírito Santo que somos convencidos do pecado e sentimos nossa necessidade de perdão. Ninguém, senão os contritos, é perdoado; mas é a graça do Senhor que torna o coração penitente. Ele conhece todas as nossas fraquezas e deficiências, e nos ajudará. Ele ouvirá a oração de fé; mas a sinceridade da oração só pode ser provada por nossos esforços para colocar-nos em harmonia com o grande padrão moral que provará o caráter de todas as pessoas. RP 55.4

Precisamos abrir o coração à influência do Espírito e experimentar Seu poder transformador. A razão por que não recebeis mais da salvífica ajuda de Deus é que o canal de comunicação entre o Céu e vossa própria alma está obstruído pela mundanidade, pelo amor à ostentação e pelo desejo de supremacia. Enquanto alguns se adaptam cada vez mais aos costumes e preceitos do mundo, deveríamos estar moldando nossa vida segundo o Modelo divino. E o nosso Deus, que guarda o concerto, nos restituirá as alegrias de Sua salvação e nos susterá com Seu Espírito voluntário. — The Review and Herald, 24 de Junho de 1884. RP 55.5