Ellen G. White Writings

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Primeiros Escritos, Page 169

O julgamento de Cristo

Os anjos, ao deixarem o Céu, com tristeza depuseram suas brilhantes coroas. Não podiam usá-las enquanto seu Comandante estivesse sofrendo, e devesse usar uma coroa de espinhos. Satanás e seus anjos estavam na sala do julgamento, empenhados na obra de destruir os sentimentos e simpatia humanos. A própria atmosfera estava carregada e poluída por sua influência. Os principais dos sacerdotes e anciãos eram inspirados por eles para insultarem e maltratarem a Jesus de uma maneira dificílima para a natureza humana resistir. Satanás esperava que tal zombaria e violência provocassem alguma queixa ou murmuração do Filho de Deus; ou que Ele manifestasse Seu poder divino libertando-Se do poder da multidão, vindo, deste modo, a fracassar o plano da salvação.

Pedro acompanhou o Senhor depois de Sua traição. Estava ansioso por ver o que seria de Jesus. Mas, quando foi acusado de ser um de Seus discípulos, o temor pela sua própria segurança levou-o a declarar que não conhecia o homem. Os discípulos eram notados pela pureza de sua linguagem, e Pedro, para convencer seus acusadores de que ele não era um dos discípulos de Cristo, negou a acusação pela terceira vez com maldição e juramento. Jesus, que estava a alguma distância de Pedro, volveu para ele um olhar cheio de tristeza e reprovação. Então o discípulo se lembrou das palavras que Jesus lhe falara no cenáculo, e também de sua asseveração cheia de zelo: “Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para Mim.” Mateus 26:33. Ele tinha negado seu Senhor, mesmo com maldição e juramento; mas aquele olhar de Jesus como que dissolveu o coração de Pedro, e o salvou. Ele chorou amargamente, arrependeu-se de seu grande pecado e converteu-se; e,

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