Ellen G. White Writings

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Primeiros Escritos, Page 82

o brilho, beleza e valor do seu conteúdo. Assim coloquei-o em uma mesa de centro, em minha sala, e anunciei que todos os que tivessem vontade podiam vir e contemplar a mais gloriosa e fulgurante visão nunca dantes vista pelo homem nesta vida.

O povo começou a entrar, de início poucos em número, mas aumentou até tornar-se uma multidão. Quando no princípio olharam para dentro do cofre, exclamaram de gozo. Mas quando os espectadores aumentaram, cada um começou a mexer nas jóias, tirando-as do cofre e espalhando-as na mesa.

Comecei a pensar que o dono reclamaria outra vez o cofre e as jóias de minhas mãos; e se eu permitisse que fossem espalhadas, jamais conseguiria colocá-las de novo em seus lugares no cofre como estavam antes; e senti que eu nunca poderia fazer face ao custo, pois seria imenso. Comecei então a apelar ao povo para que não as manuseasse, não as tirasse do cofre; mas quanto mais eu pedia, mais as espalhavam; e agora pareciam espalhá-las todas sobre o assoalho, pelo piso e sobre toda peça de mobiliário na sala.

Vi então que entre as pedras genuínas e moedas, eles haviam espalhado uma quantidade inumerável de jóias espúrias e moedas falsas. Senti-me profundamente revoltado com seu baixo procedimento e ingratidão, e reprovei-os e censurei-os por isso; mas quanto mais eu os reprovava, mais eles espalhavam as jóias espúrias e as moedas falsas entre as genuínas.

Fiquei de ânimo revoltado e comecei a usar a força física para expulsá-los do aposento; mas enquanto eu estava empurrando um para fora, três entravam e traziam para dentro sujeira, cisco, areia e toda espécie de lixo, até que cobriram cada uma das verdadeiras jóias, diamantes e moedas, ficando tudo fora de vista. Partiram também em pedaços o meu cofre e

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