Ellen G. White Writings

<< Back Forward >>

«Back «Prev. Pub. «Ch «Pg   Pg» Ch» Next Pub.» Forward»

Patriarcas e Profetas, Page 421

sombra, em direção às alturas gloriosas do Céu. Mas, unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal, e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: “Ensina-nos o que faremos pela criança.” Atenda ela à instrução que Deus dá em Sua Palavra, e ser-lhe-á dada sabedoria conforme a necessitar. PP 420.7

“O mancebo Samuel ia crescendo, e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens”. 1 Samuel 2:26. Se bem que a juventude de Samuel fosse passada no tabernáculo, dedicada ao culto de Deus, não se achava ele livre de influências más ou exemplos pecaminosos. Os filhos de Eli não temiam a Deus, nem honravam a seu pai; mas Samuel não procurava sua companhia nem seguia seus maus caminhos. Fazia esforço constante para tornar-se o que Deus queria que ele fosse. Este é o privilégio de todo jovem. Deus Se apraz mesmo quando as criancinhas se entregam ao Seu serviço. PP 421.1

Samuel fora posto sob os cuidados de Eli, e a beleza de seu caráter suscitou a afeição ardorosa do idoso sacerdote. Era amável, generoso, obediente e respeitoso. Eli, aflito pelo descaminho de seus filhos, obtinha descanso, consolo e bênção na presença daquele que estava sob seu encargo. Samuel era serviçal e afetivo, e nunca pai algum amou a seu filho mais ternamente do que Eli àquele jovem. Coisa singular era que, entre o magistrado principal da nação e a simples criança, existisse uma afeição tão ardorosa. Sobrevindo a Eli as debilidades próprias da idade, e enchendo-se ele de ansiedades e remorsos pelo procedimento dissoluto de seus filhos, voltou-se para Samuel em busca de consolo. PP 421.2

Não era costume entrarem os levitas para os seus serviços peculiares antes que tivessem vinte e cinco anos de idade; Samuel, porém, foi uma exceção a esta regra. Cada ano lhe eram confiados encargos de mais importância; e, quando ainda era criança, um éfode de linho foi posto sobre ele em sinal de sua consagração ao serviço do santuário. Jovem como era ao ser trazido para ministrar no tabernáculo, tinha Samuel mesmo então deveres a cumprir no serviço de Deus, conforme sua capacidade. Estes eram a princípio muito humildes, e nem sempre agradáveis; mas cumpria-os da melhor maneira que lhe permitia a habilidade, e com coração voluntário. Levava sua religião a todo dever da vida. Considerava-se servo de Deus, e o seu trabalho como o trabalho de Deus. Seus esforços eram aceitos, porque eram motivados pelo amor a Deus e por um desejo sincero de fazer a Sua vontade. Foi assim que Samuel se tornou cooperador do Senhor do Céu e da Terra. E Deus o habilitou a cumprir uma grande obra em favor de Israel. PP 421.3

«Back «Prev. Pub. «Ch «Pg   Pg» Ch» Next Pub.» Forward»