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Testemunhos para a Igreja 2

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    Capítulo 17 — Separação do mundo

    Prezados irmãos e irmãs:

    Deus determinou que a luz da igreja aumente e brilhe “mais e mais até ser dia perfeito”. Provérbios 4:18. Preciosas promessas são feitas ao povo de Deus sob condição de obediência. Se, como Calebe e Josué, vocês tivessem seguido completamente ao Senhor, Ele exaltaria Seu grande poder em seu meio. Por sua influência, pecadores seriam convertidos e os apóstatas resgatados; mesmo os inimigos da fé, embora pudessem opor-se e falar contra a verdade, admitiriam que Deus estava com vocês.T2 124.2

    Muitos dentre o professo e peculiar povo de Deus se acham tão conformados com o mundo que seu caráter exclusivo não é distinguido; e isso dificulta a distinção “entre o que serve a Deus e o que não O serve.” Malaquias 3:18. Deus faria grandes coisas por Seu povo, se ele se apartasse do mundo e permanecesse separado. Se tivessem se submetido a Sua guia, Ele os tornaria um louvor em toda a Terra. Diz a Testemunha Fiel e Verdadeira: “Eu conheço as tuas obras.” Apocalipse 2:19. Anjos de Deus que ministram àqueles que hão de herdar a salvação, estão familiarizados com as condições de todos e compreendem exatamente a medida de fé possuída pelo indivíduo. A incredulidade, o orgulho, a cobiça e o amor ao mundo existentes no coração do professo povo de Deus ofendem os santos anjos. Quando vêem os terríveis e presunçosos pecados existentes no coração de muitos professos seguidores de Cristo, e como Deus tem sido desonrado por sua conduta contraditória e distorcida, os anjos choram. Aqueles que mais estão em falta, que causam grande fraqueza na igreja e trazem desonra sobre sua santa profissão de fé, não parecem alarmados ou convencidos, mas se sentem como que prosperando no Senhor.T2 125.1

    Muitos crêem que estão sobre o firme fundamento e que têm a verdade; regozijam-se em sua clareza e alardeiam poderosos argumentos em favor da correção de nossa postura. Reconhecem-se entre os escolhidos, povo peculiar de Deus, todavia não experimentam Sua presença e poder para salvá-los de caírem em tentação e loucura. Esses professam conhecer a Deus, porém, em obras O negam. “Quão grandes” são suas “trevas!” Mateus 6:23. O amor ao mundo em uns, o engano das riquezas em outros, têm sufocado a palavra e ela se tornou infrutífera.T2 125.2

    Vi que a igreja de _____ tem partilhado do espírito do mundo e se tornado morna em alarmante extensão. Quando são feitos esforços para colocar as coisas em ordem na igreja, e conduzir o povo a uma posição em que Deus possa usá-lo, essa classe será influenciada pelo trabalho e fará sinceros esforços para romper através das trevas a caminho da luz. Muitos, porém, não perseveram em seus esforços o suficiente para perceberem a santificadora influência da verdade sobre seu coração e vida. Os cuidados do mundo monopolizam-lhes a mente a tal ponto que a introspecção e a oração secreta são negligenciadas. A armadura é deposta e Satanás encontra livre acesso a eles, entorpecendo suas sensibilidades e deixando-os cegos aos artifícios dele.T2 126.1

    Alguns não mostram qualquer desejo de conhecer seu verdadeiro estado e escapar das armadilhas de Satanás. Estão doentes e morrendo. Ocasionalmente são eles aquecidos pelo calor de outros, todavia, acham-se tão arrefecidos pela formalidade, orgulho e influência mundana, que não sentem necessidade de auxílio.T2 126.2

    Muitos são deficientes em espiritualidade e nas graças cristãs. Um peso de solene responsabilidade deve repousar sobre eles diariamente, enquanto percebem os tempos perigosos em que estamos vivendo e as corruptoras influências que se avolumam ao nosso redor. Sua única esperança de serem “participantes da natureza divina” é escapar da “corrupção... que há no mundo”. 2 Pedro 1:4. Esses irmãos necessitam de uma profunda e plena experiência nas coisas de Deus, e essa só pode ser obtida mediante esforço da parte deles. Sua posição exige-lhes zelo e inquebrantável diligência para não serem encontrados dormindo em seu posto. Satanás e seus anjos não dormem.T2 126.3

    Os seguidores de Cristo devem ser instrumentos de justiça, obreiros, pedras vivas, emitindo luz, a fim de que possam convidar a presença de santos anjos. Requer-se deles que sejam condutos, por assim dizer, através dos quais flua o espírito da verdade e justiça. Muitos têm participado tanto do espírito e influência do mundo, que agem a sua semelhança. Têm eles suas preferências e aversões, e não sabem o que é excelência de caráter. Sua conduta não é governada pelos puros princípios do cristianismo, por conseguinte, pensam apenas em si mesmos, seus prazeres e deleites, desconsiderando o interesse dos outros. Não estão sendo santificados pela verdade e por esse motivo nada compreendem da unidade dos seguidores de Cristo ao redor do mundo. Os mais amados por Deus são aqueles que possuem a mínima autoconfiança, e são adornados com “um espírito manso e quieto”. 1 Pedro 3:4. Sua vida é pura, altruísta e seu coração inclinado, mediante abundante medida do espírito de Cristo, à obediência, justiça, pureza e verdadeira santidade.T2 126.4

    Se todos fossem consagrados a Deus, deles brilharia preciosa luz que exerceria direta influência sobre aqueles com quem entram em contato. Mas todos necessitam que uma obra seja feita em seu favor. Alguns estão distantes de Deus, são instáveis e inconstantes como a água; não possuem a menor idéia do que seja sacrifício. Quando desejam algum especial deleite ou prazer, ou algum artigo de vestuário, não consideram se podem ficar sem satisfazer esses desejos, negando a si mesmos, e fazer uma oferta voluntária a Deus. Quantos têm considerado que lhes foi requerido fazer algum sacrifício? Ainda que esse possa ser de menor valor do que o de um homem rico, que possua seus milhões, todavia o que realmente custa abnegação seria um precioso sacrifício, uma oferta a Deus. Esta seria um cheiro suave e ascenderia do altar como suave incenso.T2 127.1

    A juventude não está autorizada a fazer o que lhe agrada com seus recursos, desconsiderando as exigências divinas. Com Davi ela deve dizer: “Não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que me não custem nada.” 2 Samuel 24:24. Significativos recursos têm sido despendidos para multiplicar reproduções de suas fotos. Se fossem contabilizados o volume de recursos pagos ao artista para essa finalidade, veriam tratar-se de uma considerável soma. E esse é apenas um dos meios pelos quais os recursos são malbaratados, investidos na satisfação própria, sem nenhum proveito. Como conseqüência desse gasto, não estão devidamente trajados nem alimentados, as viúvas e os órfãos não foram socorridos, os famintos não foram saciados nem os nus vestidos.T2 127.2

    Enquanto o dinheiro é esbanjado em satisfação própria, ofertas mesquinhas são trazidas a Deus quase que de má vontade. Quanto do salário ganho pelos jovens é encaminhado à tesouraria divina, para auxiliar no progresso da obra de salvar pecadores? Eles dão uma pequena quantia cada semana, e sentem ter ofertado muito. Não percebem que são mordomos de Deus sobre seu pouco, assim como o rico o é sobre suas grandes posses. Deus tem sido roubado, e eles condescendido consigo mesmos, seus desejos pessoais atendidos, seu gosto satisfeito, sem sequer pensar que o Senhor fará estrita investigação sobre como têm usado os bens que Lhe pertencem. Enquanto prontamente atenderem às suas supostas necessidades e retiverem de Deus as ofertas, Ele não aceitará a ninharia que trazem ao tesouro, como não o fez com a oferta de Ananias e Safira, que se propuseram roubá-Lo em suas ofertas.T2 128.1

    Os jovens entre nós, de modo geral, estão ligados ao mundo. Poucos mantêm uma guerra especial contra o inimigo interior; poucos têm sincero e ansioso desejo de conhecer e cumprir a vontade de Deus. Poucos têm fome e sede de justiça e poucos conhecem algo do Espírito de Deus como reprovador ou confortador. Onde estão os missionários? Onde estão aqueles que se sacrificam e negam a si mesmos? Onde estão aqueles que carregam sua cruz? O eu e o interesse próprio têm consumido os nobres e elevados princípios. Coisas de interesse eterno não impressionam a mente. Deus requer que cheguem ao ponto de fazer uma entrega completa. “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24. Vocês não podem servir ao eu e ao mesmo tempo ser servos de Cristo; precisam morrer para si mesmos, para os prazeres, e aprender a perguntar: Agradar-Se-á Deus dos objetos que pretendo adquirir com esses recursos? Posso eu glorificá-Lo?T2 128.2

    É-nos ordenado: “Quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10:31. Quantos têm sido conscienciosamente movidos por princípios e não por impulso, e obedecido literalmente a este mandamento? Quantos dos jovens discípulos em _____ têm feito de Deus Sua confiança e Sua porção, buscando diligentemente conhecer e fazer Sua vontade? Muitos há que são servos de Cristo em nome, mas não em verdade. Onde os princípios religiosos governam, pequeno é o risco de se cometerem grandes erros; pois o egoísmo, que sempre cega e engana, fica subordinado. O sincero desejo de fazer o bem aos outros predomina, de maneira que o próprio eu é esquecido. A posse de firmes princípios religiosos é um inestimável tesouro. É a mais pura, mais elevada e nobre influência que os mortais podem possuir. Os que a possuem têm uma âncora. Todo ato é bem considerado, não seja seu efeito prejudicial a outro, e o desvie de Cristo. A contínua indagação do espírito, é: Senhor, como Te servirei melhor, e glorificarei Teu nome na Terra? Como dirigirei minha vida para fazer de Teu nome na Terra um louvor, e induzir outros a Te amarem, servirem e honrarem? Permite tão-somente que eu deseje e escolha a Tua vontade. Que as palavras e exemplo de meu Redentor sejam a luz e a força de meu coração. Enquanto O sigo e confio nEle, não me deixará perecer. Ele será minha coroa de regozijo.T2 129.1

    Se confundirmos a sabedoria do homem com a de Deus, somos desencaminhados pela loucura da sabedoria humana. Aí está o grande perigo de muitos em _____. Não possuem experiência por si mesmos. Não têm formado o hábito de considerar por si mesmos, com oração, e julgar sem preconceito questões e assuntos novos que sempre podem surgir. Esperam para ver o que os outros pensam. Se estes discordam, é quanto basta para fazê-los convencer-se de que o assunto em consideração não é de nenhum valor. Conquanto seja grande essa classe, isto não altera o fato de eles serem inexperientes e fracos mentalmente em conseqüência de cederem longamente ao inimigo, e serão sempre tão débeis como criancinhas, andando segundo a luz dos outros, vivendo de sua experiência religiosa, sentindo como os outros sentem e agindo como os outros agem. Procedem como se não tivessem individualidade. Sua identidade é absorvida em outras; são meras sombras daqueles que eles julgam andarem mais ou menos direito. A menos que estes se apercebam de seu caráter vacilante, e o corrijam, perderão todos a vida eterna; serão incapazes de resistir aos perigos dos últimos dias. Não têm fibra para resistir ao diabo; pois não sabem que é ele. É preciso que esteja alguém ao seu lado para adverti-los se é um inimigo ou um amigo que se aproxima. Não são espirituais, portanto não discernem as coisas espirituais. Não são sábios nas coisas que se relacionam com o reino de Deus. Nem jovem nem adulto é justificado em confiar a outro o ter por ele uma experiência religiosa. Disse o anjo: “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço.” Jeremias 17:5. É necessário na vida e na luta cristãs, uma nobre confiança em si mesmo.T2 129.2

    Homens, mulheres e jovens, Deus requer que possuam valor moral, firmeza de propósito, coragem e perseverança, mente que não pode aceitar as afirmações de outros, mas que pesquisa por si mesma antes de receber ou rejeitar, que estuda e pesa as provas, e as leva ao Senhor em oração. “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” Agora, a condição: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.” Tiago 1:5-7. Esta petição por sabedoria não deve ser uma oração sem sentido, que desaparece da mente apenas concluída. É uma prece que exprime o forte, sincero desejo do coração, partido da consciência de falta de sabedoria para determinar a vontade de Deus.T2 130.1

    Uma vez feita a oração, caso a resposta não venha imediatamente, não se cansem de esperar, nem fiquem instáveis. Não vacilem. Apeguem-se à promessa: “Fiel é O que vos chama, o qual também o fará.” 1 Tessalonicenses 5:24. Qual a viúva perseverante, insistam em seu caso, ficando firme em seu desígnio. É o objeto de grande importância e conseqüência para vocês? Certamente o é. Então, não vacilem; pois talvez sua fé seja provada. Se o que desejam é de valor, merece um vigoroso e diligente esforço. Vocês têm a promessa; “vigiai e orai”. Mateus 26:41. Sejam firmes, e a oração será atendida; pois não foi Deus que o prometeu? Se lhes custa alguma coisa o alcançá-la, hão de prezá-la mais, uma vez obtida. É-lhes dito positivamente que se duvidarem, não precisam pensar em receber qualquer coisa do Senhor. Uma advertência é aí dada para não se cansar, mas firmemente descansar na promessa. Se pedem, Ele lhes “dá liberalmente e o não lança em rosto”. Tiago 1:5.T2 131.1

    Aí está onde muitos cometem um erro. Vacilam em seu desígnio, e sua fé desfalece. Eis a razão por que não recebem nada do Senhor, nossa fonte de força. Ninguém precisa andar em trevas, tropeçando pelo caminho como um cego; pois o Senhor tem providenciado luz, caso eles a aceitem segundo a maneira por Ele designada, não procurando o próprio caminho. Ele requer de todos diligente cumprimento dos deveres de cada dia. Isto é especialmente requerido de todos os que se acham empenhados na solene, importante obra no Escritório de Publicações, tanto daqueles sobre quem repousam as mais pesadas responsabilidades da obra, como dos que têm as menores. Isto se pode fazer olhando a Deus em busca de capacidade para habilitá-los a cumprir fielmente o que é correto aos olhos do Céu, fazendo todas as coisas como quem é regido por motivos abnegados, como se os olhos de Deus fossem visíveis a todos, a todos olhando, e examinando os atos de todos.T2 131.2

    O pecado com que mais se condescende, e que nos separa de Deus e produz tantas contagiosas perturbações espirituais, é o egoísmo. Não pode haver retribuição ao Senhor, a não ser por meio da abnegação. Não podemos fazer coisa alguma de nós mesmos, mas mediante a força que Deus nos comunica, podemos viver para fazer bem aos outros, esquivando-nos assim ao mal do egoísmo. Não necessitamos ir para terras pagãs para manifestar nosso desejo de consagrar a Deus tudo, em uma vida útil, abnegada. Devemos fazer isto no círculo familiar, na igreja, entre aqueles com quem convivemos, e com quem temos negócios. Justamente nas ocupações comuns da vida, é que nos cumpre negar-nos a nós mesmos e manter o eu em sujeição. Paulo podia dizer: “Cada dia morro.” 1 Coríntios 15:31. É o morrer diário para o próprio eu nas pequeninas decisões da vida, que nos torna vencedores. Devemos esquecer o próprio eu no desejo de fazer bem aos outros. Há por parte de muitos decidida falta de amor para com os outros. Em vez de cumprirem fielmente seu dever, buscam de preferência o próprio prazer.T2 132.1

    Deus prescreve positivamente a todos os Seus seguidores o dever de beneficiar os outros com sua influência e seus meios, e buscarem dEle aquela sabedoria que os habilite a fazerem tudo ao seu alcance para elevarem os pensamentos e afeições dos que lhes chegam ao alcance da influência. No fazer bem aos outros, experimentarão uma doce satisfação, uma paz interior que lhes será suficiente recompensa. Quando impelidos por elevado e nobre desejo de fazer o bem aos outros, encontrarão verdadeira felicidade num fiel desempenho dos múltiplos deveres da vida. Isso trará mais que uma recompensa terrestre; pois todo cumprimento fiel, abnegado do dever, é notado pelos anjos e se destaca no registro da vida. No Céu, ninguém pensará em si mesmo, nem buscará o próprio prazer; mas todos, movidos por puro e genuíno amor, buscarão a felicidade dos seres celestes que os rodeiam. Caso desejemos fruir a sociedade celeste na Terra renovada, precisamos ser aqui regidos por princípios celestes.T2 132.2

    Todo ato de nossa vida afeta a outros para bem ou para mal. Nossa influência tende a elevar ou a rebaixar; ela é experimentada, posta em prática e, em maior ou menor escala, reproduzida por outros. Caso por nosso bom exemplo ajudemos outros no desenvolvimento de bons princípios, damos-lhes poder para fazer o bem. Por sua vez, eles exercem a mesma influência benéfica sobre outros, e assim centenas e milhares são afetados por nossa inconsciente influência. Se, por nossos atos, fortalecemos ou impelimos à atividade as faculdades más dos que nos rodeiam, partilhamos de seu pecado, e teremos de dar contas pelo bem que lhes poderíamos ter feito e não fizemos, porque não tornamos Deus a nossa força, nosso guia e conselheiro.T2 133.1

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