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Testemunhos para a Igreja 2

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    Capítulo 77 — Amor ao ganho

    Prezado irmão B:

    Por duas vezes iniciei um testemunho endereçado a você, mas não me foi possível completá-lo por falta de tempo. Não devo mais retardá-lo, pois estou muito preocupada com seu caso. Escrevi testemunhos para vários pastores; à medida que seus casos me acorriam à mente, vi-lhes a condição deplorável. Seu caso não é exceção. O amor ao ganho, ao dinheiro, está se tornando evidente em muitos de nossos pastores que professam ser representantes de Cristo. O exemplo de alguns deles chega ao ponto de desencorajar o povo.T2 619.2

    Alguns de nossos pastores estão se posicionando diretamente no caminho do avanço da obra de Deus, e as pessoas que os consideram como exemplo estão se afastando de Deus. Cerca de dois anos atrás, foram-me revelados os perigos que rondam nossos pastores, e os efeitos de sua conduta sobre a causa de Deus. Tenho falado em termos gerais com referência a essas coisas, mas aqueles que estão em falta são os últimos a aplicar os testemunhos a si mesmos. Alguns estão tão cegos por seus interesses egoístas que perdem de vista o exaltado caráter da obra.T2 620.1

    Irmão B, sua vida é quase um fracasso. Você possui talentos de influência, mas não os aprimorou como devia. Fracassou em sua família; deixou as coisas correrem à solta ali, e as mesmas deficiências são sentidas na igreja. O Senhor lhe concedeu luz com respeito a sua negligência ao dever na família, e o procedimento que deve seguir para redimir o passado. Suas deficiências foram apontadas, mas você não sentiu a pecaminosidade de trazer filhos ao mundo e deixá-los sem a educação adequada. Você tem desculpado erros, pecados e a conduta obstinada e descuidada deles, vangloriando-se de que poderiam aos poucos endireitar-se.T2 620.2

    O caso de Eli representa exatamente o seu. Você tem, ocasionalmente, argumentado com seus filhos, dizendo: “Por que vocês agem tão impiamente?”, mas não tem exercido sua autoridade como pai, como sacerdote da família, para ordenar e impor sua palavra como lei no lar. O carinho equivocado seu e de sua esposa aos filhos, levou vocês a negligenciarem a solene obrigação que lhes recai como pais.T2 620.3

    Uma dupla obrigação repousa sobre você, irmão B, como um ministro de Deus: governar bem a própria casa e restringir seus filhos. Você, porém, tem apreciado suas aptidões e lhes desculpado as faltas. Os pecados deles não lhe parecem tão pecaminosos. Você tem desagradado a Deus e quase arruinado os filhos pela negligência do dever; tem continuado nesse descaso mesmo após o Senhor tê-lo reprovado e aconselhado. O prejuízo causado à obra de Deus pela influência de vocês, como família, em diversos lugares por onde passaram, foi maior do que o bem realizado. Você tem estado cego e sido enganado por Satanás a respeito de sua família. O irmão e sua esposa têm considerado os filhos como seus iguais. Eles têm agido como bem lhes agrada. Isso tem sido uma triste desvantagem em seu trabalho como ministro de Cristo; e a negligência do dever em restringir os próprios filhos tem levado a um mal ainda maior, que ameaça destruir sua utilidade. Você aparentemente vem servindo à causa de Deus, enquanto na verdade serve a si mesmo. A obra do Senhor enfraqueceu, mas você tem diligentemente imaginado e planejado como obter vantagens pessoais, e almas se perdem por causa de sua negligência ao dever. Houvesse você, durante seu ministério, ocupado a posição de edificador dessa obra; houvesse sido um exemplo, servindo à causa de Deus sem levar em consideração os próprios interesses e gastando-se pela dedicação a ela, seu comportamento teria sido mais justificável, embora não aprovado por Deus. Mas quando suas deficiências são tão evidentes em algumas coisas, e a causa de Deus prejudicada grandemente pelo exemplo dado na negligência do dever em sua família, é uma ofensa à vista de Deus você professar servir à causa, tornando prioritários seus interesses egoístas.T2 620.4

    Em seus trabalhos você tem despertado interesse, e exatamente no ponto em que poderia obter a melhor vantagem, permite que os interesses domésticos o desviem da obra de Deus. Em muitos casos você não tem perseverantemente continuado seus esforços até ficar satisfeito que todos tenham se decidido a favor ou contra a verdade. Não é atitude sábia começar a guerrear contra o poder de Satanás e abandonar o campo em meio ao conflito, dando assim oportunidade ao inimigo de prender mais firmemente aqueles que estavam a ponto de deixar suas fileiras e tomar posição ao lado de Cristo. Esse interesse, uma vez rompido, talvez nunca mais possa ser reativado. Uns poucos poderão ser alcançados, mas a grande maioria nunca será afetada nem seu coração sensibilizado pela apresentação da verdade.T2 621.1

    O Pastor C perdeu sua influência e o poder da verdade por ocupar-se com especulações. Isso foi particularmente ofensivo a Deus por tratar-se de um ministro de Cristo. Mas você fez o mesmo. Fez da conduta do Pastor C uma desculpa para seu amor aos negócios. Justificou seu procedimento de obter vantagem para si mesmo, porque outros pastores têm agido da mesma maneira. Eles não são critério para você. Se prejudicam a própria influência e se privam da aprovação de Deus e da confiança dos irmãos, seu exemplo deve ser evitado. Cristo é nosso exemplo e você não tem nenhuma desculpa para adotar o exemplo de homens, a menos que sua vida esteja de acordo com a vida de Cristo. Sua influência será morte para a causa de Deus se continuar a seguir o rumo que tem adotado nesses últimos poucos anos. Seus negócios e comércio, recolhendo de seus irmãos recursos que você não ganhou, são um grande pecado à vista de Deus.T2 622.1

    Alguns têm se privado de recursos necessários para o conforto de sua família, e outros até para as necessidades vitais, para ajudá-lo, e você tem aceitado. Paulo escreve a seus irmãos filipenses: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.” “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” Filipenses 2:5, 4. “Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem” (1 Coríntios 10:24), escreveu ele aos irmãos de Corinto. De novo fala em tom lamentoso: “Porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.” Filipenses 2:21.T2 622.2

    O espírito nutrido pelo irmão, de buscar sempre os próprios interesses egoístas, está crescendo e até sua conversação tem sido ambiciosa. Paulo admoesta seus irmãos hebreus: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque Ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” Hebreus 13:5. Você está sacrificando sua reputação e influência por um espírito avarento. A causa de Deus é difamada por causa desse espírito que se tem apoderado de seus pastores. Você está cego e não pode ver quão ofensivas são essas coisas a Deus. Se decidiu ir avante e adquirir tudo o que puder do mundo, faça-o; mas não sob a desculpa de pregar a Cristo. Seu tempo é ou não é dedicado à causa de Deus. O interesse próprio tem se tornado supremo. O tempo que deveria dedicar à causa de Deus é ocupado demais com as próprias preocupações pessoais, e você recebe do tesouro de Deus recursos que não merece. Está disposto a receber recursos daqueles que não estão em tão boas condições quanto você. Não considera a situação deles nem sente compaixão. Não procura examinar de perto se esses que o ajudam podem realmente fazê-lo. Seria mais justo que você freqüentemente auxiliasse aqueles de quem recebe auxílio. Precisa ser um homem transformado antes do trabalho de Deus poder prosperar em suas mãos. Os cuidados de sua casa e fazenda têm-lhe ocupado a mente. Você não tem se dedicado ao trabalho. Como desculpa por ficar tanto em casa, tem dito que seus filhos necessitam de sua presença e cuidados, e que precisa estar com eles a fim de cumprir a orientação que lhe foi dada em visão. Mas, irmão B, você tem feito isso? Desculpa-se dizendo que os filhos estão agora fora de seu controle e muito adultos para serem restringidos. Aí comete um erro. Nenhum de seus filhos é tão adulto que não possa respeitar sua autoridade e obedecer suas ordens enquanto sob o teto paterno. Que idade tinham os filhos de Eli? Eram casados; e de Eli, como pai e sacerdote de Deus, foi requerido restringi-los.T2 623.1

    Mas, admitindo-se que os dois filhos mais velhos estejam agora além de seu controle, eles não estavam quando Deus lhe enviou a orientação de que você estava condescendendo com eles para sua ruína; que os deveria disciplinar. Você tem três filhos mais jovens que estão andando no caminho dos pecadores, desobedientes, ingratos, profanos, “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. 2 Timóteo 3:4. Seu filho mais novo está seguindo os passos do irmão dele. Que atitudes você está tomando a esse respeito? Está porventura educando-o em hábitos de operosidade e utilidade? Está você procurando retomar o trabalho tão temerariamente negligenciado e redimindo o passado? Você treme diante da Palavra de Deus?T2 624.1

    Sua negligência no lar é assombrosa em alguém que tem por escrito a Palavra de Deus e também os testemunhos específicos que denunciam o seu problema. Seu filho faz o que bem entende. Você não o restringe. Não o educou nem o preparou para assumir suas obrigações na vida. Ele se tornou um mau rapaz em razão do descaso paterno. Sua vida é uma vergonha ao pai. Você conhecia seu dever, mas não o cumpriu. Ele não tem qualquer convicção sobre a verdade. Sabe que pode fazer a própria vontade, e Satanás controla-lhe a mente. Você tem feito dos filhos uma desculpa para ficar em casa, mas, irmão B, as coisas deste mundo lhe são prioritárias.T2 624.2

    A causa de Deus não está em seu coração e o exemplo que você dá ao povo do Senhor não é digno de imitação. Em Minnesota há necessidade de obreiros, e não meramente pastores que vão de lugar em lugar quando isso for conveniente. A causa de Deus precisa de homens aptos, que não serão impedidos de trabalhar para o Senhor ou de responder ao chamado do dever por qualquer interesse egoísta ou mundano. Minnesota é um grande campo e ali há muitos que são suscetíveis à influência da verdade. Pudessem as igrejas ser levadas a trabalhar adequadamente, completamente disciplinadas, e delas resplandeceria uma luz, disseminando-se por todo o Estado. Você poderia ter feito dez vezes mais do que fez em Minnesota. Mas o mundo interpôs-se entre você e o trabalho de Deus e dividiu seu interesse. Interesses egoístas penetraram seu coração, e o poder da verdade está se extinguindo. Há necessidade de uma grande mudança em você para que possa trabalhar adequadamente. Você executou muito pouco trabalho verdadeiro, sério. Contudo, tem sido diligente em obter todos os recursos a que tem direito. Você foi além dos limites. Olhou para o próprio interesse e se tem beneficiado com prejuízo de outros. Por algum tempo está seguindo nessa direção e, a menos que seja impedido, porá sua influência a perder. Moses Hull seguiu nessa direção. Sua conversação era ambiciosa e ele juntou todos os recursos que pôde obter. Sua firmeza na verdade não era forte o bastante para superar o egoísmo.T2 624.3

    Quando B. F. Snook abraçou a verdade, ele passava por muitas necessidades. Irmãos liberais se privaram de seus confortos, até mesmo de coisas necessárias, para ajudar esse pastor a quem criam ser um fiel servidor de Cristo. Eles fizeram tudo isso de boa fé, socorrendo-o como teriam feito a seu Salvador. Mas esse foi o modo de arruinar o homem. Seu coração não era reto para com Deus; faltou-lhe princípio. Ele não estava verdadeiramente convertido. Quanto mais recebia, maior era seu desejo por recursos. Obteve tudo o que podia de seus irmãos até poder adquirir, através da generosidade deles, uma valiosa casa. Então apostatou-se e tornou-se um acérrimo inimigo daqueles que foram mais generosos com ele. Esse homem terá que dar contas dos recursos que tomou dos fiéis crentes na verdade. Ele não os roubou, mas sim ao tesouro de Deus. Não lhe desejamos qualquer mal, pois “Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. Eclesiastes 12:14. Ele tem andado nos caminhos do próprio coração e segundo bem parece aos seus olhos, mas por todas essas coisas Deus o levará a juízo. Todas as coisas ocultas das trevas serão então trazidas à luz, e os desígnios secretos do coração serão tornados manifestos. 1 Coríntios 4:5.T2 625.1

    Irmão B, você não é como esses homens. Não queremos compará-lo a eles, mas dizemos: Guarde-se de andar em suas pegadas e de manter conversas ambiciosas. O desejo da parte dos pastores de obter recursos para propósitos egoístas é-lhes uma cilada, a qual os destruirá se nela permanecerem. Enquanto conservam os olhos no próprio eu, seu interesse na prosperidade da causa de Deus e o amor pelas pobres almas se tornam cada vez menores. Eles não perdem de uma vez o amor e o interesse pela verdade. Seu abandono da causa do bem é tão gradual e imperceptível que é geralmente difícil dizer o tempo em que ocorreu a mudança.T2 626.1

    Classifico sua conduta como altamente perigosa. Você não sente a necessidade de atender à luz que Deus lhe tem enviado, e despertar para salvar sua família, inocentando-se como pai e sacerdote do lar. Não recusou a luz recebida, não se revoltou contra ela, mas negligenciou cumpri-la, porque não lhe era conveniente e agradável fazer isto. Então, fez-se igual a Meroz. Não saiu em socorro do Senhor (Juízes 5:23), embora o assunto fosse de conseqüência tão vital a ponto de afetar os interesses eternos de seus filhos. Negligenciou seu dever. A esse respeito foi como um servo indolente. Você não tem senão pequena idéia de como Deus considera a negligência dos pais na disciplina dos filhos. Houvesse se corrigido nesse ponto, e teria visto a necessidade do mesmo esforço para manter a disciplina e a ordem na igreja. Sua frouxidão na família tem sido vista também em seu trabalho na igreja. Você não pode edificar a igreja até que seja um homem transformado.T2 626.2

    A negligência para com a luz que Deus lhe enviou o tem tornado, em certo grau, cativo de Satanás e sujeito a seus enganos; portanto, uma porta foi deixada aberta para que ele tenha acesso a você em outros aspectos, tornando-o um homem fraco. Ele vê que tem sido bem-sucedido em cegá-lo aos interesses da família, levando-o a negligenciar a luz que o Senhor enviou. Então Satanás o coloca em outras situações. Ele tem estimulado seu amor pelo comércio e pelo lucro; assim seu interesse tem se afastado da causa e obra de Deus. O amor a Deus e à verdade está gradualmente se tornando de menor importância. Pessoas por quem Cristo morreu são de menor valor para você do que seus interesses temporais. Se continuar nessa conduta, logo se tornará ciumento, sensível e invejoso, e abandonará a verdade como outros fizeram.T2 627.1

    Você está ansioso por obter trabalho em sua localidade, esperando que algo possa ser dito ou feito para despertar seus filhos. Você negligenciou seu dever. Quando retomar a obra tão longamente negligenciada, que o Senhor deixou para você fazer; quando, pelo Espírito de Cristo, erguer-se resolutamente para pôr a casa em ordem, então poderá esperar que Deus ajude seus esforços e impressione o coração de sua família. Embora tenha feito de seus filhos uma desculpa para permanecer em casa, não realizou o trabalho para o qual fez a solicitação. Você não disciplinou os filhos. Sua esposa é deficiente a esse respeito, portanto, há maior necessidade de que você esteja a postos para cumprir seu dever. O amor de sua esposa é daqueles que permite aos filhos fazerem o que quiserem e escolherem suas próprias amizades, as quais os conduzirão à ruína. Irmão, sua presença em casa permitindo que os filhos façam o que lhes agrada é mais prejudicial à família do que se você estivesse longe dela, e produz uma influência pior ainda sobre a causa da verdade.T2 627.2

    Deus convoca obreiros zelosos, abnegados e desprendidos em Sua causa, que manterão os vários ramos do santo trabalho, tais como conseguir assinantes para os periódicos, ensinando-lhes pontualidade no pagamento dos débitos, e encorajando os irmãos a manter sua doação sistemática. Sacrifício, abnegação, trabalho e benevolência desinteressada caracterizaram a vida de Cristo, que é nosso exemplo em todas as coisas. O trabalho e o caráter de um verdadeiro pastor estarão de acordo com a vida de Cristo. Ele deixou Sua glória, o alto comando do Universo, honras e riquezas, e Se humilhou para atender às nossas necessidades. Não podemos igualar o exemplo, mas devemos imitá-lo. O amor pelos pecadores por quem Cristo fez o grande sacrifício deve estimular Seus ministros à diligência, à abnegação e ao esforço perseverante, para que possam ser coobreiros com Ele na salvação de almas. Então o trabalho dos servos de Deus será frutífero, porque eles realmente se tornarão Seus instrumentos. Será visto sobre eles o poder de Deus nas benévolas influências de Seu Espírito. Deus deseja que você desperte e tenha força para superar obstáculos; não se desanime facilmente. Se for necessário, trabalhe como fez o apóstolo Paulo, em fadigas, em angústias, em vigílias, esquecendo fraquezas no profundo interesse que sentia pelas almas por quem Cristo morreu.T2 628.1

    Alguns de nossos pastores estão tirando proveito da liberalidade de nossos irmãos para benefício próprio. Assim fazendo, estão perdendo gradualmente sua influência; seu exemplo nesse aspecto está destruindo a confiança que os irmãos neles depositam. Eles estão efetivamente fechando a porta, de forma que os que realmente precisam de ajuda, e são dela merecedores, não a obtenham. Fecham também a porta pela qual obteriam ajuda para sustentar a causa. Muitos dentre o povo ficam desanimados quando vêem alguns pastores que eles empregam manifestando tão pouco interesse pela prosperidade da causa de Deus. Não vêem dedicação ao trabalho. As pessoas são negligenciadas e a causa se enfraquece por falta de um trabalho bem dirigido e eficaz, que elas têm direito de esperar dos pastores.T2 628.2

    Em seu desapontamento, alguns irmãos se entregam a um sentimento de impaciência e desespero, ao verem egoísmo e cobiça manifestados por seus instrutores. O povo está à frente de muitos dos seus pastores. Se os pastores manifestam espírito de abnegação e amor pelas almas, não faltarão recursos à causa. Que os pastores se elevem até o exaltado padrão como representantes de Cristo, e veremos a glória de Deus acompanhar a apresentação da verdade; e as pessoas serão constrangidas a reconhecer sua clareza e poder. A causa de Deus precisa ter a prioridade.T2 629.1

    Meu irmão, você pode fazer uma boa obra. Tem conhecimento da verdade e pode ser uma grande bênção à causa da verdade presente, se for santificado, consagrado ao trabalho e isento de qualquer interesse egoísta. Deus confiou-lhe uma sagrada responsabilidade, preciosos talentos; e se você for achado leal a sua responsabilidade, empregando fielmente seus talentos, não se envergonhará quando o Mestre vier e exigir o capital com os juros. Não é seguro desprezar, ou em qualquer sentido desconsiderar a luz que Deus Se agradou conceder. Você tem algo a fazer para chegar a uma posição onde Deus possa atuar especialmente por seu intermédio.T2 629.2

    A prosperidade da causa de Deus em Minnesota é devida mais aos trabalhos do irmão Pierce do que aos seus esforços. Os esforços dele têm sido uma bênção especial àquele Estado. É um homem afável e o temor de Deus está perante ele. Enfermidades lhe têm sobrecarregado e isso o tem levado a questionar se está realmente no caminho do dever, e a temer que Deus não esteja aprovando seus esforços. Deus ama o irmão Pierce. Ele tem pouca auto-estima, teme, hesita e se apavora com o trabalho; pensa constantemente não ser digno ou capaz de ajudar a outros. Se ele superasse a timidez, e possuísse mais confiança de que Deus estaria com ele e o fortaleceria, seria muito mais feliz e maior bênção para outros. Na vida do irmão Pierce tem havido falha na avaliação do caráter das pessoas. Ele acredita que os outros sejam tão honestos quanto ele; e em alguns casos foi enganado. Não possui o discernimento que alguns têm. No decorrer de sua vida, você também falhou na avaliação do caráter. Você tem pronunciado paz àqueles contra quem Deus declarou maldição. Por causa de sua idade e debilidade, outros podem impor-se ao irmão Pierce, entretanto, todos devem tê-lo em alta estima por seu trabalho. Ele merece amor e terna consideração de seus irmãos, pois é um homem consciencioso e temente a Deus.T2 629.3

    Deus ama a irmã Pierce. Ela é tímida e acanhada, mas conscienciosa no desempenho de seu dever, e receberá a recompensa quando Jesus vier, se for fiel até o fim. Ela não faz alarde de suas virtudes; é retraída e uma das mais caladas, todavia, sua vida tem sido útil e tem abençoado a muitos por sua influência. A irmã Pierce não possui auto-estima e autoconfiança em grau elevado. Tem muitos temores, contudo, não faz parte do rol dos temerosos e incrédulos que não herdarão o reino de Deus. Os que estarão fora da cidade são os mais confiantes, arrogantes e aparentemente zelosos, que amam de palavra mas não “por obra e em verdade”. 1 João 3:18. O coração deles não é reto para com Deus. O temor do Senhor não está perante eles. Os medrosos e incrédulos, que serão punidos com a segunda morte, fazem parte daquela classe que se envergonha de Cristo neste mundo. Eles têm medo de fazer o que é certo e seguir a Cristo, temendo sofrer perdas financeiras. Negligenciam seu dever, para evitar vergonha e aflições, e escapar dos perigos. Os que não ousam fazer o que é certo porque ficam expostos às provações, perseguição, perdas e sofrimento, são covardes, e com idólatras, mentirosos, e todos os pecadores, estão amadurecendo para a segunda morte.T2 630.1

    No Sermão do Monte, Cristo declara quem são verdadeiramente os bem-aventurados: “Bem-aventurados os pobres de espírito [aqueles que não exaltam a si mesmos, mas são sinceros e de humilde disposição, não orgulhosos demais para serem ensinados, nem frívolos e ambiciosos pelas honras deste mundo] porque deles é o reino dos Céus.” Mateus 5:3.T2 631.1

    “Bem-aventurados os que choram [aqueles que são penitentes, submissos e se afligem por suas faltas e erros, porque o Espírito de Deus está entristecido], porque eles serão consolados.” Mateus 5:4.T2 631.2

    “Bem-aventurados os mansos [aqueles que são gentis e perdoa-dores; que quando injuriados, não revidam, mas manifestam um espírito dócil e não se têm em alto conceito], porque eles herdarão a Terra.” Mateus 5:5. Aqueles que possuem as qualificações aqui descritas não apenas serão benditos de Deus nesta vida, mas coroados com glória, honra e imortalidade em Seu reino.T2 631.3

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