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Conselhos sobre a Escola Sabatina

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    Conselhos aos diretores

    Há um diligente trabalho a ser feito em nossas Escolas Sabatinas, e os que as dirigem devem agir com tato e sabedoria. O lidar com as mentes, deixando a correta impressão e dando ao caráter o cunho devido, é bela e importante obra. É sábio o educador que procura desenvolver a capacidade e o talento do estudante, em vez de esforçar-se constantemente por comunicar instrução.CES 165.2

    Em diversas ocasiões, tenho recebido cartas indagando relativamente aos deveres do diretor da Escola Sabatina. Um deles, que se sentia pesaroso por não poder despertar mais profundo interesse por parte de professores e alunos, declarou que despendia muito tempo em conversar com eles, explicando-lhes tudo que julgava essencial que compreendessem e, não obstante, parecia haver grande falta de interesse. Não se comoviam religiosamente. Desejaria dizer a esse sincero irmão, bem como a todos os que tenham idênticas dificuldades em seu trabalho: Examinai para ver se não sois responsáveis, em grande medida, por essa falta de interesse religioso.CES 166.1

    Observações tediosas

    Muitos procuram fazer demais, deixando de animar os professores e estudantes a fazer o que lhes é possível. Precisam de grande simplicidade e fervor religioso. Na Escola Sabatina e na reunião dos professores, fazem discursos longos e secos, fatigando a mente dos professores e alunos. Essas observações estão muito fora de propósito. Não adaptam sua instrução às necessidades reais da escola e falham em atrair a si os corações, pois seu próprio coração não está cheio de simpatia espiritual. Não compreendem que, com seus discursos longos e enfadonhos, estão matando o interesse e o amor pela escola. ...CES 166.2

    Quando o coração dos obreiros for unido em simpatia com Cristo, quando Jesus neles habitar pela fé viva, seus discursos não serão tão longos nem manifestarão metade da loquacidade de agora, mas o que dizem em amor e simplicidade alcançará o coração, levando-os em íntima simpatia com professores, alunos e membros da igreja.CES 167.1

    Poder na simplicidade

    O verdadeiro educador conquistará o coração dos ouvintes. Suas palavras serão poucas, mas fervorosas. Vindas do coração, serão cheias de simpatia, aquecidas com o amor pelas preciosas almas. Podem ser limitadas suas vantagens educacionais, pode possuir pouca habilidade natural, mas o amor pela obra e a prontidão em trabalhar com humildade o habilitarão a despertar profundo interesse tanto nos professores como nos alunos, atraindo a si o coração dos jovens. Seu trabalho não será mera formalidade. Pode ter a habilidade de extrair, tanto dos professores como dos alunos, preciosas gemas de verdades espirituais e intelectuais e, assim, educando a outros, educa-se a si mesmo. Os alunos não se intimidam por sua ostentação de profundo saber e, em linguagem simples, contam qual a impressão que a lição lhes exerceu no espírito. O resultado é um profundo e vivo interesse na escola. Pela simplicidade do evangelho de Cristo, alcançou-os onde estavam. Tocou-lhes o coração, podendo agora moldá-los à imagem de seu Mestre.CES 167.2

    Um intelecto agudo e penetrante pode ser vantajoso, mas o poder do educador reside em sua íntima união com a Luz e a Vida do mundo. Amará a humanidade e sempre procurará levá-la a um nível mais elevado. Não estará sempre censurando outros, mas terá o coração cheio de piedade. Não será grande a seus próprios olhos nem procurará constantemente favorecer a si mesmo, elevando sua dignidade; mas a humildade de Jesus se personificará em sua vida. Experimentará a verdade das palavras de Jesus: “Sem Mim nada podeis fazer.” Há grande necessidade de tais professores. Deus cooperará com eles. “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”, declara Cristo. Muitos que se empenham na obra da Escola Sabatina, precisam ser divinamente iluminados. Falta-lhes visão espiritual para compreender as necessidades das pessoas por quem trabalham. ...CES 168.1

    Evitar a crítica e a aspereza

    Diretores, não ralheis nem vos queixeis em presença de professores ou alunos. Se desejais influenciar a escola para o bem, ponde de parte o açoite e exercei uma inspiradora influência celestial, que vos conquistará a mente de todos. Ao fazer planos e regulamentos para a escola, que eles representem tanto quanto possível, a voz da mesma. Em algumas escolas, há um forte espírito de crítica. Há muita regra e formalismo, enquanto o mais importante, a misericórdia e o amor de Deus, é negligenciado. Haja boa disposição da parte de todos. Se alguém tiver a alma rodeada de trevas, deve trabalhar fora, ao sol, antes de entrar na Escola Sabatina. A mãe, que constantemente fala de suas decepções, queixando-se aos filhos de sua falta de apreciação, não pode exercer sobre eles adequado controle. O mesmo se dará convosco, professores e diretores. Se notais uma falta a esse respeito, não deveis diminuir vossa influência, falando disso; mas exercei influências que corrijam o mal. Planejai, estudai como conseguir uma escola bem organizada, bem disciplinada. — Testimonies on Sabbath School Work, 16-19.CES 168.2

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