Ellen G. White Writings

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Patriarcas e Profetas, Page 420

“O meu coração exulta ao Senhor, o meu poder está exaltado no Senhor;
a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na Tua salvação.

Não há santo como é o Senhor;
porque não há outro fora de Ti, e rocha nenhuma há como o nosso Deus.
Não multipliqueis palavras de altíssimas altivezas,
nem saiam coisas árduas da vossa boca;
porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são as obras pesadas na balança. [...]
O Senhor é o que tira a vida, e a dá;
faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.
O Senhor empobrece e enriquece;

Abaixa e também exalta.
Levanta o pobre do pó, e desde o esterco exalta o necessitado,
para o fazer assentar entre os príncipes,
para o fazer herdar o trono de glória;
porque do Senhor são os alicerces da Terra, e assentou sobre eles o mundo.
Os pés dos Seus Santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas,
porque o homem não prevalecerá pela força.

Os que contendem com o Senhor serão quebrantados;
desde os céus trovejará sobre eles.
O Senhor julgará as extremidades da Terra;
e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido”.

1 Samuel 2:1-3, 6-10.

As palavras de Ana eram proféticas, tanto a respeito de Davi, que reinaria como rei de Israel, como do Messias, o ungido do Senhor. Referindo-se a princípio à jactância de uma mulher insolente e contenciosa, aponta o cântico para a destruição dos inimigos de Deus, e o triunfo final do Seu povo remido.

De Siló, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com suas próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Siló, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor — que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes.

Que recompensa teve Ana! e que estímulo para a fidelidade é o seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e

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