Ellen G. White Writings

<< Back Forward >>

«Back «Prev. Pub. «Ch «Pg   Pg» Ch» Next Pub.» Forward»

O Desejado de Todas as Nações, Page 83

Capítulo 14 — “Achamos o Messias”

Este capítulo é baseado em João 1:19-51.

João Batista estava agora pregando e batizando em Betábara, além do Jordão. Não longe desse lugar detivera Deus o curso do rio até que Israel houvesse passado. A pouca distância dali fora derribada a fortaleza de Jericó pelos exércitos celestiais. A memória desses acontecimentos foi por esse tempo reavivada, comunicando vivo interesse à mensagem do Batista. Aquele que operara tão maravilhosamente nos séculos passados, não manifestaria novamente Seu poder em prol da libertação de Israel? Tal era o pensamento que agitava o coração dos que se aglomeravam diariamente às margens do Jordão.

A pregação de João exercera tão profunda influência sobre o povo, que chamara a atenção das autoridades religiosas. O perigo de uma insurreição fez com que todo ajuntamento popular fosse considerado com suspeita por parte dos romanos, e tudo que indicasse um levante do povo despertava os temores dos governadores judeus. João não reconhecera a autoridade do Sinédrio em buscar a sanção do mesmo para sua obra; e reprovava príncipes e povo, fariseus e saduceus semelhantemente. No entanto, o povo o seguia ardorosamente. O interesse em sua obra parecia aumentar de contínuo. Conquanto João não condescendesse com eles, o Sinédrio considerava que, como mestre público, se achava sob sua jurisdição.

Essa organização era constituída de membros escolhidos dentre o sacerdócio, e dos principais e doutores da nação. O sumo sacerdote era em geral o presidente. Todos os seus membros deviam ser homens avançados em anos, se bem que não velhos; homens de saber, não somente versados na religião e história hebraicas, mas em conhecimentos gerais. Deviam ser isentos de defeito físico, casados, e pais, a fim de serem mais aptos que outros a ser humanos e compreensivos. Reuniam-se num aposento ligado ao templo de Jerusalém. Nos tempos da independência dos judeus, o Sinédrio era o supremo tribunal da nação, possuindo autoridade secular, da mesma maneira que eclesiástica. Conquanto agora subordinado aos governadores romanos, exercia ainda forte influência, tanto em assuntos civis como religiosos.

O Sinédrio não podia razoavelmente adiar uma investigação na obra do Batista. Havia alguns que se recordavam da revelação feita a Zacarias no templo e da profecia do pai, que indicava ser a criança o precursor do

«Back «Prev. Pub. «Ch «Pg   Pg» Ch» Next Pub.» Forward»