Ellen G. White Writings

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O Desejado de Todas as Nações, Page 84

Messias. Em meio dos tumultos e mudanças de trinta anos, essas coisas haviam sido em grande parte esquecidas. Eram agora relembradas pelo despertar em torno do ministério de João Batista.

Passara-se muito tempo desde que Israel tivera um profeta, desde que se testemunhara uma reforma como a que se operava agora. A exigência quanto à confissão do pecado parecia nova e assustadora. Muitos dentre os guias não iam ouvir os apelos e censuras de João, não viessem a ser levados a revelar os segredos da própria vida. Todavia, a pregação dele era um positivo anúncio do Messias. Era bem conhecido que as setenta semanas da profecia de Daniel, abrangendo a vinda do Messias, se achavam quase no fim; e todos estavam ansiosos por partilhar daquela era de glória nacional, então esperada. Tal era o entusiasmo popular, que o Sinédrio seria em breve forçado a rejeitar, ou a sancionar a obra de João. A influência deles sobre o povo já decrescia. Estava-se tornando uma questão séria, a maneira por que manteriam sua posição. Na esperança de chegar a qualquer resultado, enviaram ao Jordão uma delegação de sacerdotes e levitas, a fim de conferenciarem com o novo mestre.

Ao aproximarem-se os delegados, estava reunida uma multidão, ouvindo-lhe a palavra. Com ar de autoridade destinado a impressionar o povo e inspirar a deferência do profeta, chegaram os altivos rabis. Com um movimento de respeito, quase de temor, a multidão abriu passagem. No orgulho da posição e do poder, os grandes homens, com ricas vestimentas, postaram-se perante o profeta no deserto.

“Quem és tu?” indagaram.

Sabendo o pensamento deles, João respondeu: “Eu não sou o Cristo”.

“Então quê? És tu Elias?”

“Não sou”.

“És tu profeta?”

“Não”.

“Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes tu de ti mesmo?”

“Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”. João 1:19-23.

A escritura a que João se referiu é aquela bela profecia de Isaías: “Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus. Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniqüidade está expiada. [...] Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor: endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos: e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. E a glória do Senhor se manifestará, e toda carne juntamente verá”. Isaías 40:1-5.

Antigamente, quando um rei jornadeava pelas partes menos freqüentadas de seu domínio, um grupo de homens era enviado à frente do carro

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