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Conselhos sobre Mordomia

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    Capítulo 56 — Confiado à honra dos homens

    O único plano que o evangelho tem indicado para a manutenção da obra de Deus é o que deixa o sustento de Sua causa à honra de homens. Tendo em vista somente a glória de Deus, devem os homens dar-Lhe na proporção que Ele requer. Contemplando a cruz do Calvário, olhando para o Redentor do mundo, que por amor de nós Se fez pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêssemos, concluiremos não dever amontoar para nós mesmos tesouros na Terra, mas acrescentar tesouros no Céu, que nunca suspende o pagamento ou falha. O Senhor deu Jesus ao nosso mundo, e vem a pergunta: Que poderemos devolver a Deus, em dádivas e ofertas, para demonstrar nossa apreciação por Seu amor? “De graça recebestes, de graça dai.”CM 173.1

    Quão mais ansioso estará cada mordomo fiel de aumentar a proporção das dádivas a serem colocadas na casa do tesouro do Senhor, do que de diminuir suas ofertas um jota ou um til. A quem está ele servindo? Para quem está preparando uma oferta? — Para Aquele de quem depende para alcançar cada boa coisa que desfruta. Que nenhum de nós, que está recebendo a graça de Cristo, dê ocasião aos anjos de se envergonharem de nós, e de que Jesus Se envergonhe de nos chamar irmãos.CM 173.2

    Cultivar-se-á a ingratidão e se manifestará pela nossa prática mesquinha ao dar à causa de Deus? — Não, não! Entreguemo-nos em sacrifício vivo, e entreguemo-nos inteiramente a Jesus. Somos Seus; somos Sua possessão adquirida. Todos aqueles que são recipientes de Sua graça, que contemplam a cruz do Calvário, não porão dúvida quanto à proporção em que devem dar, antes sentirão que a mais rica oferta é pobre demais, completamente desproporcional à grande dádiva do Filho unigênito do infinito Deus. Pela abnegação, até o mais pobre encontrará meios de obter algo para devolver a Deus.CM 173.3

    Mordomia do tempo — Tempo é dinheiro, e muitos estão desperdiçando o precioso tempo que poderia ser usado em trabalho útil, fazendo com suas mãos aquilo que é bom. O Senhor nunca dirá: “Bem está, servo bom e fiel”, ao homem que não sujeitar ao máximo esforço as forças físicas que por Deus lhe têm sido emprestadas como preciosos talentos com os quais podem ganhar recursos, pelos quais os necessitados podem ser supridos e se podem fazer ofertas a Deus.CM 173.4

    Não devem os ricos julgar que se podem contentar em dar meramente seu dinheiro. Têm talentos de capacidade, e devem estudar para se apresentarem a Deus aprovados, para serem ativos agentes espirituais na educação e preparo de seus filhos para ramos de utilidade. Não devem os pais e os filhos considerar-se deles mesmos, e julgar que podem dispor de seu tempo e propriedade como lhes apraz. São a possessão adquirida de Deus, e o Senhor exige o proveito de suas forças físicas, que devem ser empregadas para trazer proventos para o tesouro do Senhor.CM 174.1

    A abnegação e a cruz — Fossem extirpados os mil canais de egoísmo que agora existem, e os meios dirigidos para o canal certo, e grandes rendas fluiriam para a tesouraria. Muitos compram ídolos com o dinheiro que deve ir para a casa de Deus. Ninguém pode pôr em prática a verdadeira beneficência sem praticar a genuína abnegação. A abnegação e a cruz jazem diretamente na vereda de todo o cristão que verdadeiramente segue a Cristo. Jesus diz: “Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me.” Considerará cada um o fato de que o discipulado cristão inclui a abnegação, o sacrifício próprio, até o ponto de depor a própria vida, se necessário for, por amor dAquele que deu Sua vida pela vida do mundo?CM 174.2

    Os cristãos que vêem a Cristo na cruz, estão na obrigação para com Deus, devido ao infinito amor de Seu Filho, de nada reter do que possuem, por mais caro que isso lhes seja. Caso possuam algo que possa ser empregado para atrair alguém ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, não importando quão rica ou quão pobre ela seja, devem eles usá-lo livremente para esse fim. O Senhor emprega agentes humanos para serem colaboradores Seus na salvação de pecadores.CM 174.3

    Todo o Céu está ativamente empenhado em proporcionar recursos por meio dos quais possa o conhecimento da verdade ser levado a todos os povos, nações e línguas. Se os que professam ser verdadeiramente convertidos, não deixarem sua luz brilhar para os outros, estarão negligenciando a execução das palavras de Cristo.CM 174.4

    Não precisamos nos preocupar com repetir quanto se tem dado à causa de Deus, mas antes consideremos quanto tem sido sonegado ao Seu tesouro para ser dedicado à condescendência com o eu na busca de prazeres e satisfação própria. Não precisamos calcular quantos agentes têm sido enviados mas, ao contrário relembrar quantos têm fechado os olhos do seu entendimento, para não verem seu dever e ministrarem aos outros segundo as suas várias capacidades.CM 174.5

    Quantos poderiam, agora, ser empregados, se houvesse meios no tesouro para mantê-los na obra! Quantos recursos poderiam ser usados para levar avante a obra de Deus, conforme a Sua providência abre o caminho! Centenas poderiam ser empregados no campo para fazer o bem, em vários ramos, mas ali não estão. Por quê? — O egoísmo conserva-os em casa; amam a comodidade e por isso permanecem afastados da vinha do Senhor. Muitos gostariam de ir a regiões distantes, mas não há meios para levá-los, pois outros deixaram de fazer o que deviam ter feito. São estas as razões de alguns obreiros terem de avançar sobrecarregados como um carro sob os molhos, enquanto outros não levam carga nenhuma. — The Review and Herald, 14 de Julho de 1896.CM 174.6

    O dinheiro que poderia salvar uma pessoa — O Senhor fez provisão para que todos possam ser alcançados pela mensagem da verdade, mas os meios colocados nas mãos de Seus mordomos justamente para esse fim, egoistamente têm sido dedicados a satisfazer a si mesmos.CM 175.1

    Quanto tem sido impensadamente desperdiçado pelos nossos jovens, gasto em condescendência própria e na ostentação, com coisas sem as quais teriam sido igualmente tão felizes. Cada centavo que possuímos é do Senhor. Em vez de gastar os meios com coisas desnecessárias, devemos empregá-los em atender aos apelos do trabalho missionário.CM 175.2

    Ao se abrirem novos campos, constantemente aumentam os pedidos de recursos. Se já houve um tempo em que necessitávamos exercer a economia, esse tempo é agora. Todos os que trabalham na causa, devem reconhecer a importância de seguir de perto o exemplo de abnegação e economia de Cristo. Devem ver nos meios com que estão lidando, um depósito que Deus lhes confiou, e se devem sentir na obrigação de exercer tato e habilidade financeira no uso do dinheiro de seu Senhor. Cada centavo deve ser cuidadosamente entesourado. Um centavo parece uma ninharia, mas cem centavos formam um dólar. E devidamente gastos podem ser o meio de levar a salvação a alguém. Se todos os meios que têm sido gastos por nosso povo na satisfação do eu, tivessem sido dedicados à causa de Deus, não haveria tesouros vazios, e se poderiam estabelecer missões em todas as partes do mundo.CM 175.3

    Dispam-se agora os membros da igreja de seu orgulho e ponham de lado os seus ornamentos. Cada um deveria conservar à mão uma caixa missionária, e nela depositar cada centavo que é tentado a desperdiçar na condescendência própria. Mas se deve fazer algo mais que meramente dispensar as superfluidades. Deve-se pôr em prática a abnegação. Algumas das coisas confortáveis e desejáveis devem ser sacrificadas. Os pregadores devem aguçar sua mensagem, não somente atacando a condescendência e o orgulho no vestuário, mas apresentando Jesus, Sua vida de abnegação e sacrifício. Sejam o amor, a piedade e a fé alimentados no coração, e os preciosos frutos aparecerão na vida. — Historical Sketches of the Foreign Missions of the Seventh Day Adventist, 293.CM 175.4

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