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Testemunhos para a Igreja 2

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    Capítulo 57 — Operosidade e economia

    Prezados irmão e irmã R:

    Tenho procurado por uma oportunidade de escrever-lhes, mas estive doente e incapacitada de fazê-lo para quem quer que seja. Mas tentarei escrever umas poucas linhas nesta manhã.T2 431.2

    Revelaram-se-me os deveres que recaem sobre o povo de Deus com respeito aos pobres, especialmente as viúvas e os órfãos. Vi que meu marido e eu estávamos em perigo de assumir responsabilidades que Deus não colocou sobre nós, e assim diminuir nosso ânimo e forças pelos crescentes cuidados e ansiedade. Vi que meu marido se empenhou no caso de vocês, mais do que deveria. Seu interesse por vocês levou-o a suportar encargos que o fizeram ir além do dever, e não os beneficiou, mas encorajou-os em sua disposição de depender dos irmãos da igreja. Vocês acham que eles têm de ajudá-los e favorecê-los, enquanto não trabalham tão arduamente nem economizam em todo o tempo como eles.T2 431.3

    Foi-me mostrado que vocês, meu irmão e irmã, têm muito a aprender. Não têm vivido dentro de seus recursos. Não aprenderam a economizar. Se ganham elevado salário, não sabem como fazê-lo render o máximo possível. Consultam o gosto ou o apetite, em vez da prudência. Às vezes gastam dinheiro em certa qualidade de alimento que seus irmãos não podem pensar em saborear. O dinheiro sai de seu bolso com muita facilidade.T2 431.4

    A irmã R tem saúde débil. Condescende com o apetite e impõe pesada carga ao estômago. Ela o sobrecarrega por comer demais, nele pondo uma qualidade de alimento que não é a melhor para nutrir o organismo. Ingere grandes quantidades de alimento e faz pouco exercício, exigindo assim severamente do organismo. De acordo com a luz que nos foi dada pelo Senhor, o alimento simples é o melhor para promover a saúde e a força. O exercício é necessário à saúde dela.T2 432.1

    A abnegação é uma lição que ambos ainda necessitam aprender. Restrinja seu apetite, irmão R. Deus lhe tem dado um capital de forças, o qual lhe é de mais alto valor do que o dinheiro, e deve ser mais altamente apreciado. Forças não podem ser adquiridas com ouro ou prata, casas ou terras. Elas são um excelente bem que você possui. Deus requer que o irmão faça cuidadoso uso desse capital com que foi abençoado. Você é Seu mordomo, tanto quanto um homem que possui um capital em dinheiro. Tanto é errado deixar de usar suas forças, tirando delas maior proveito, como o é para o rico cobiçosamente reter suas riquezas, porque lhe é agradável fazê-lo. Você não faz o esforço que deveria fazer para sustentar a família. Pode trabalhar, e trabalha, se o trabalho está convenientemente preparado à mão; mas não se esforça para pôr-se a trabalho, sentindo ser um dever usar seu tempo e forças com maior proveito, e no temor de Deus.T2 432.2

    Tem estado num negócio que lhe dá, às vezes, grandes lucros de uma vez. Depois de ter ganho os recursos, você não estudou como economizar para o tempo em que não pode ganhar com tanta facilidade, antes tem gasto muito com necessidades imaginárias. Tivessem você e sua esposa compreendido ser um dever que Deus lhes impôs negar seu gosto e seus desejos e fazer provisão para o futuro, em vez de viver meramente para o presente, poderiam ter agora abundância, e sua família teria os confortos da vida. Têm uma lição que não devem demorar a aprender. É a de fazer com que o pouco renda muito.T2 432.3

    A irmã R se apóia mui fortemente em seu marido. Em toda a sua vida tem sido muito dependente da compaixão de outros, pensando em si mesma, fazendo de si mesma o centro das atenções. Não aprendeu a confiar em si mesma e tem sido muito mimada. Não é de nenhuma ajuda ao marido como poderia ter sido, quer nas coisas espirituais quer nas materiais. Ela precisa aprender a suportar as enfermidades físicas e não demorar-se nelas como o faz. Necessita ferir as batalhas da vida por si mesma; uma responsabilidade individual repousa sobre ela.T2 433.1

    Irmã R, sua vida tem sido um erro. Você tem condescendido em ler qualquer coisa e todas as coisas. Sua mente não é beneficiada por tanta leitura. Seus nervos têm ficado agitados enquanto apressadamente acompanha a história. Caso seus filhos a interrompam, irrita-se e os trata com impaciência. Você não tem autocontrole e, portanto, falha em manter um firme governo sobre os filhos. Age por impulso, mima-os e condescende com eles e, então, ralha e é severa. Essa atitude inconstante os prejudica. Eles necessitam de mão firme e constante, pois são desobedientes. Precisam de disciplina sensata, sábia e regular.T2 433.2

    Você poderia poupar-se a muitas perplexidades se assumisse o papel de mulher, e agisse por princípio e não por impulso. Acha que seu marido deve estar com você o tempo todo e que não pode ser deixada sozinha. Mas precisa entender que o dever do esposo é trabalhar para o sustento da família. Você deve abdicar de seus desejos e anseios, não exigindo que ele se ajuste a suas conveniências. Você tem uma parte a desempenhar: assumir as responsabilidades da vida. Precisa ter ânimo e força moral. Seja mulher e não uma criança caprichosa. Você tem sido mimada, e por muito tempo outros têm assumido suas cargas. É seu dever agora procurar negar seus desejos e agir por princípio, para o bem presente e futuro de sua família. Você não está bem, mas se cultivasse um espírito animado e feliz, seria ajudada a usufruir mais desta vida e também da futura.T2 433.3

    Irmão R, é seu dever usar zelosa e prudentemente o capital de forças que Deus lhe confiou.T2 434.1

    Irmã R, seu cérebro está cansado e sobrecarregado pela leitura excessiva. Você deve evitar a propensão para atravancar a mente com tudo o que possa ler. Sua vida não tem sido despendida da melhor maneira. A irmã não se beneficia e nem àqueles que a cercam. Tem se apoiado em sua mãe mais do que convém. Se houvesse dependido mais das forças que possui, teria mais autoconfiança e seria mais feliz. Agora, tanto quanto possível, precisa assumir as próprias responsabilidades, e animar o esposo a fazer sua parte.T2 434.2

    Se tivesse negado seu gosto pela leitura e pela satisfação de agradar a você mesma, dedicando mais tempo a prudente exercício físico e ingerindo cuidadosamente alimento apropriado e saudável, teria evitado muito sofrimento. Parte desse sofrimento tem sido imaginário. Se tivesse fortalecido a mente, para resistir a essa disposição de ceder a enfermidades, não teria sofrido espasmos nervosos. Sua mente deve ser afastada de você mesma, e dirigida para deveres domésticos, mantendo a casa em boa ordem, com simplicidade e bom gosto. O ler demasiado e permitir que a mente seja desviada por pequenas coisas, levou-a a negligenciar os filhos e os deveres domésticos. Estes são os reais deveres que Deus lhe deu a cumprir.T2 434.3

    Você tem muita autocomiseração. Concentra-se muito em si mesma e demora-se em sentimentos infelizes. Coma menos, minha irmã. Faça trabalho físico e dedique-se às coisas espirituais. Evite pensar muito em si e cultive um espírito alegre. Você fala muito sobre coisas sem importância. Disso não lhe advém nenhuma força espiritual. Se as energias despendidas no falar fossem canalizadas para a oração, obteria força espiritual e o louvor a Deus brotaria de seu coração.T2 434.4

    Você tem sido controlada por sentimento, não por dever e princípio. Tem-se abandonado a sentimentos nostálgicos e prejudicado a saúde por condescender com um espírito desassossegado. Seus hábitos de vida não são saudáveis e você precisa corrigir-se. Nenhum de vocês está disposto a trabalhar e comer como seus irmãos. Se está em seu poder conseguir coisas, vocês as têm. É seu dever economizar.T2 435.1

    Em contraste com seu caso, foi-me apresentado o da irmã S. Ela tem a saúde débil e dois filhos para sustentar com sua agulha e os baixos preços que são pagos por seu trabalho. Por anos ela recebeu ajuda insignificante. Sofreu com enfermidades, todavia, levou as próprias cargas. Ela realmente foi alvo de caridade. Agora, analise seu caso. Um homem com uma família pequena e boa saúde, contudo constantemente envolvido em débitos e dependendo de outros. Isso está errado. Você precisa aprender certas lições. Para a irmã S, a economia é a batalha da vida. Você é um homem de muito vigor, entretanto, não consegue sustentar-se. Precisa fazer uma obra por si mesmo. Deve ter uniformidade em seu regime alimentar. Viver durante todo o tempo de forma simples, como seus irmãos, e de acordo com a reforma de saúde.T2 435.2

    Jesus operou um milagre e alimentou a cinco mil, ensinando então uma lição de economia: “Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.” João 6:12. Deveres, importantes deveres repousam sobre você. “A ninguém devais coisa alguma.” Romanos 13:8. Se estivesse enfermo, incapacitado de trabalhar, então estariam seus irmãos no principal dever de o ajudar. Mas na situação atual, tudo o que você necessitava de seus irmãos, ao mudar de lugar, era um impulso. Se fossem tão ambiciosos como deveriam, e você e sua esposa concordassem em viver dentro dos recursos que têm, poderiam estar livres de dificuldades. Você terá de trabalhar tanto por pequenos como por grandes salários. A operosidade e a economia ter-lhe-iam colocado a família em vez disso, numa condição muito mais favorável. Deus requer que você seja um fiel mordomo de suas forças. Ele deseja que as use para pôr sua família acima de toda dependência e escassez.T2 435.3

    Battle Creek, Michigan

    22 de Março de 1869

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