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Testemunhos para a Igreja 2

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    Capítulo 8 — Amor pelos que erram

    Foi-me mostrado que enquanto a irmã J e o irmão e a irmã K vêem erros em outros, não têm feito esforços para corrigir esses erros e ajudar a quem deveriam. Eles os têm deixado muito sós, a distância, e entendem que não vale a pena fazer algo por eles. Isso está errado. Erram assim fazendo. Cristo disse: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores ao arrependimento.” Lucas 5:32. O Senhor deseja que ajudemos aqueles que mais necessitam de auxílio. Enquanto vocês apontam erros e falhas nos outros, fecham-se em si mesmos e mostram-se muito egoístas em usufruir a verdade. Deus não aprova essa acomodação à verdade, e a ausência de sacrifício para ajudar e fortalecer os que carecem de forças. Não somos todos formados de igual modo e muitos não têm sido educados corretamente. Sua educação tem sido deficiente. Alguns herdaram um temperamento irascível, e sua educação na infância não lhes ensinou o domínio próprio. A esse temperamento impetuoso, freqüentemente se unem a inveja e o ciúme. Outros são deficientes em outras coisas. Alguns são desonestos nos negócios, astuciosos no comércio. Outros são arbitrários na família, gostando de exercer domínio. Sua vida está longe de ser correta. Sua educação foi toda equivocada. Não foram instruídos sobre o pecado de submeter-se ao domínio desses maus traços de caráter; portanto, o pecado não lhes parece tão terrível. Outros, cuja educação não foi tão omissa, que tiveram melhor preparo, desenvolvem caráter muito menos objetável. A vida cristã de todos é muito afetada pela educação passada, para o bem ou para o mal.T2 73.1

    Jesus, nosso Advogado, está familiarizado com todas as circunstâncias que nos envolvem, e trata conosco de acordo com a luz que temos e as situações em que fomos colocados. Alguns possuem melhor constituição que outros. Enquanto uns estão continuamente atormentados, aflitos e em dificuldades por causa de seus desditosos traços de caráter, tendo de guerrear contra inimigos internos e a corrupção de sua natureza, outros não têm nem a metade dessa batalha. Passam quase incólumes pelas dificuldades que seus irmãos e irmãs que não foram tão favoravelmente constituídos enfrentam. Em muitos casos eles não labutam tão arduamente para vencer e viver a vida de cristão, como fazem alguns dos desafortunados que mencionei. Esses parecem em desvantagem quase todo o tempo, enquanto que os primeiros se saem melhor, por ser natural para eles agirem assim. Não fazem tanto esforço para vigiar-se e guardar-se e, ao mesmo tempo, ficam comparando sua vida com a vida de outros que possuem lamentável constituição e são precariamente educados, lisonjeando-se com o contraste. Falam das falhas, erros e equívocos daqueles desafortunados, mas não sentem nenhuma responsabilidade a esse respeito, a não ser demorar-se naqueles erros e evitar os que são culpados dos mesmos.T2 74.1

    A posição de destaque que vocês como família ocupam na igreja, torna-lhes necessário serem portadores de fardos. Não que devam levar as cargas daqueles que são capazes de fazê-lo e também de ajudarem a outros; mas vocês devem ajudar quem necessita de auxílio, os que estão em situação menos favorável, que estão em erro e em falta, e que podem tê-los ofendido e testado ao máximo a paciência de vocês. É justamente desses que Jesus Se compadece, porque Satanás tem maior poder sobre eles e está constantemente tirando vantagens de seus pontos fracos, dirigindo-lhes suas flechas para feri-los onde estão menos protegidos. Jesus exerce Seu poder e misericórdia nesses deploráveis casos. Quando Ele perguntou a Simão quem amaria mais, sua resposta foi: “É aquele a quem mais perdoou.” Lucas 7:43. Assim será. Jesus não Se afastou dos fracos, dos desafortunados e desamparados, mas ajudou os que dEle necessitavam. Ele não restringiu Suas visitas e trabalhos à classe mais inteligente e menos deficiente, negligenciando os desafortunados. Não perguntou se Lhe era agradável estar em companhia dos pobres, dos mais necessitados. Esses são aqueles cuja companhia Ele buscou, as “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mateus 15:24.T2 75.1

    Esse é o trabalho que vocês têm negligenciado. Têm se desviado das responsabilidades desagradáveis e evitado visitar os que erram, omitindo-se de manifestar-lhes interesse e amor, familiarizando-se com eles. Vocês não têm o espírito perdoador de Cristo. Demarcaram um ponto ao qual todos precisam chegar antes de vocês lhes estenderem seu manto de misericórdia. Não é requerido que cubram o pecado, mas que exercitem aquele piedoso amor pelos que erram, o mesmo que Cristo lhes demonstra.T2 75.2

    Vocês foram colocados sobre as mais favoráveis circunstâncias para o desenvolvimento de um bom caráter cristão. Não sentem necessidade premente nem têm o coração oprimido e angustiado pela conduta de filhos desobedientes e rebeldes. Na sua família não há voz dissidente. Vocês têm tudo o que o coração pode desejar. Apesar das condições favoráveis, têm faltas e erros, e muita coisa a vencer de forma a estarem livres de orgulho espiritual, egoísmo, inveja, espírito precipitado e “ruins suspeitas”. 1 Timóteo 6:4.T2 76.1

    O irmão K não tem o pecado de falar mal para arrepender-se como ocorre com muitos, mas falta-lhe disposição de ajudar àqueles que precisam de auxílio. Ele é egoísta. Ama seu lar, a quietude, o descanso, a isenção de cuidados, perplexidades e aflições; portanto, agrada demasiadamente a si mesmo. Não suporta os encargos que o Céu lhe designou. Evita responsabilidades incômodas e se encerra sobremaneira em seu amor à tranqüilidade. Ele tem sido muito liberal com os recursos, mas, quando é preciso negar a si mesmo para fazer algum bem necessário, quando é requerido um real sacrifício de sua parte, mostra pouca experiência; mas é necessário que a obtenha.T2 76.2

    Ele teme ser censurado caso se aventure a ajudar os que erram. “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a Si mesmo, mas, como está escrito: Sobre Mim caíram as injúrias dos que Te injuriavam.” Romanos 15:1-3. Todos os que são participantes dessa grande salvação têm algo a fazer para ajudar aqueles que estão nos arredores de Sião. Eles não devem retirar-lhes seu apoio e afastá-los sem fazer um esforço para ajudá-los a vencer e a preparar-se para o juízo. Não, realmente! Enquanto as pobres ovelhas estão balindo no aprisco, devem ser encorajadas e fortalecidas por todo auxílio que estiver em seu poder prestar-lhes. Você e sua família têm regras muito rígidas e mantêm idéias que não podem ajustar-se a cada caso. Vocês têm falta de amor, ternura, bondade e piedade para com aqueles que não se movem tão rapidamente quanto poderiam. Esse espírito tem prevalecido em tal extensão que vocês estão murchando espiritualmente em lugar de florescerem no Senhor. Seus interesses, esforços e ansiedades são para sua família e parentes. Vocês não têm abrigado a idéia de alcançar aqueles que se acham ao seu redor, vencendo a relutância de exercer influência além de um círculo especial. Idolatram o que é seu e se fecham interiormente. “Que o Senhor possa salvar-me e ao que é meu, é a grande preocupação.” Esse espírito terá de morrer antes que vocês floresçam no Senhor, e avancem espiritualmente, antes que a igreja possa crescer e pessoas sejam agregadas a ela.T2 76.3

    Todos vocês são limitados no trabalho por outros e precisam mudar sua base de operações. Seus parentes não são mais caros à vista de Deus do que quaisquer outros pobres seres humanos que necessitam de salvação. Devemos colocar o eu e o egoísmo sob nossos pés e exemplificar em nossa vida o espírito de sacrifício próprio e desinteressada benevolência manifestados por Jesus, quando Ele esteve na Terra. Todos devem ter interesse pelos parentes, mas não se permitirem estar restritos a eles como se fossem os únicos a quem Cristo veio salvar.T2 77.1

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