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Testemunhos para a Igreja 2

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    Capítulo 32 — O perigo das riquezas

    Revelou-se-me que alguns se enganam a respeito de si mesmos. Olham para aqueles que têm muitas propriedades e sentem que esses são os únicos que têm amor ao mundo e que estão em perigo de cobiça. Mas esse não é o caso. Aqueles que possuem bens estão constantemente em perigo, e são responsáveis por todos os recursos que o Mestre confiou a seus cuidados. Mas os pobres em bens deste mundo são com freqüência egocêntricos e não fazem o que está em seu poder realizar e que Deus requer que façam. Freqüentemente têm oportunidades de fazer o bem, mas têm se preocupado tanto consigo mesmos e consultado os próprios interesses, que pensam não haver outro caminho, senão agir assim.T2 229.2

    Foi-me mostrado que o irmão e a irmã E estão em perigo de centralizarem demais seus pensamentos em si mesmos; a irmã E está particularmente em falta nessa questão. Ela possui quase um amor supremo por si mesma. Você, minha irmã, não está suficientemente preparada para enfrentar os perigos do dia de Deus. Não imita o verdadeiro Modelo, Jesus. Em toda Sua vida não houve sequer um ato egoísta. Você precisa fazer por si mesma algo que ninguém pode fazer. Despoje-se do egoísmo e conheça a mente e a vontade de Deus. “Procura apresentar-te a Deus” aprovada. 2 Timóteo 2:15. Você é impulsiva, naturalmente irritadiça e mal-humorada. Trabalha muito além de suas forças. Não há virtude nisso, pois Deus não o exige de você. Uma disposição egoísta está à base de tudo. Seus motivos não são louváveis. Você evita responsabilidades e cuidados, e sente que deveria ser olhada com aprovação. Isso é lamentável, pois desde sua meninice foi mimada e favorecida, e sua vontade ficou sem controle. Agora, em idade mais avançada, tem que fazer o que deveria ter sido feito em sua infância. Seu marido tem atendido a todos os seus desejos e condescendido com seus caprichos, para seu próprio dano.T2 230.1

    O egoísmo, que se manifesta de variadas formas, segundo as circunstâncias e a constituição peculiar dos indivíduos, deve morrer. Se tivessem filhos, e seu pensamento fosse compelido a desviar-se de si mesmos para o cuidado deles, para instruí-los e ser-lhes um exemplo, ter-lhes-ia sido isso uma vantagem. Você tem exigido em seu lar atenção e paciência que deveriam ser exercidas no trato com crianças. Tem exigido e conseguido tal atenção. Contudo, não pensou em qualquer parte de seus deveres de cuidar dos outros nem procurar ser-lhes útil. A irmã é voluntariosa e muito pronta em levar avante os próprios planos. Quando tudo vai bem em sua vida, você manifesta os frutos que esperamos ver num cristão, mas, quando seus passos são impedidos, o resultado é contrário. Como uma criança mimada que merece castigo, você tem períodos de perversa obstinação. Quando duas pessoas formam uma família, como no seu caso, e não há filhos para exercitar a paciência, a tolerância e o verdadeiro amor, há necessidade de constante vigilância a fim de que o egoísmo não domine, para que você não se torne o centro, e exija cuidado e interesse que não se sente na obrigação de conceder a outros. O cuidado de crianças em uma família exige bastante tempo no lar, com as atenções comuns da vida doméstica, dando oportunidade para o cultivo da mente e do coração.T2 230.2

    Você descuidou-se de guardar o coração e fazer o bem com os recursos que Deus lhe confiou. Sua influência beneficiaria, desde que sentisse sua responsabilidade para com o semelhante carente, os que necessitam de ânimo e fortalecimento. Mas você por tanto tempo consultou seu desejo pessoal, que se desqualificou para beneficiar os que a cercam. Há necessidade de disciplinar-se, de forma que suas afeições e pensamentos sejam subordinados. Tome tempo para examinar-se, a fim de poder sujeitar todas as suas faculdades à mente e vontade de Deus. Você é muito fechada em si mesma. É privilégio de cada cristão exercer influência para o bem sobre cada um com quem se associa.T2 231.1

    Você, minha irmã, será recompensada de acordo com as obras que tiver feito. Examine rigorosamente seus motivos e calmamente conclua se você é rica ou não em boas obras. Recordo-me da última primavera, quando o Senhor estava fazendo uma boa obra em _____ e arredores. Os anjos da misericórdia estavam pairando sobre Seu povo e os corações que não conheciam a Deus e a verdade foram profundamente comovidos. O Senhor teria levado avante a obra que tão bondosamente começara, houvessem os irmãos trabalhado ordenadamente. Você por tanto tempo atendeu aos próprios desejos e submeteu tudo às conveniências pessoais, que a possibilidade de ser incomodada a levou a fechar a porta que deveria abrir ao avanço da causa.T2 231.2

    Você assim procedeu e alguns recuaram, temendo o sacrifício e calculando que perderiam tempo em assistir a reuniões, se o esforço devesse ser feito. Faltou zelo cristão. Diante de nós jaz um mundo em impiedade, exposto à ira de Deus, com pobres seres humanos mantidos cativos pelo príncipe das trevas. Todavia, aqueles que deveriam estar despertos e envolvidos com a mais nobre de todas as iniciativas, a salvação de almas que perecem, não possuem interesse suficiente para acionar todos os meios, a fim de impedir-lhes a destruição e dirigirem os passos dos que erram ao caminho da vida. A vida eterna deve absorver o mais profundo interesse de todo cristão. Ser cooperador de Cristo e dos anjos do Céu no grande plano da salvação! Que obra pode ser comparada a essa? De cada pessoa salva ascende a Deus um tributo de glória, o qual se reflete sobre o salvo, e sobre aquele que serviu de instrumento em sua salvação.T2 232.1

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