Larger font
Smaller font
Copy
Print
Contents

Conselhos Aos Pais, Professores E Estudantes

 - Contents
  • Results
  • Related
  • Featured
No results found for: "".
    Larger font
    Smaller font
    Copy
    Print
    Contents

    1 — O Conhecimento Essencial

    A mais elevada educação é o conhecimento experimental do plano da salvação, adquirido por meio de sincero e diligente estudo das Escrituras. Essa educação renovará o entendimento e transformará o caráter, restaurando a imagem de Deus na alma. Fortalecerá a mente contra as enganosas insinuações do adversário, e nos habilitará a compreender a voz de Deus. Ensinará o discípulo a tornar-se um coobreiro de Jesus Cristo, a extinguir a obscuridade moral que o rodeia e a levar luz e conhecimento aos homens. Ela é a singeleza da verdadeira piedade - nosso certificado da escola preparatória da Terra para a escola superior do alto.CP 11.1

    Não há mais elevada educação a adquirir, do que a que foi ministrada aos primeiros discípulos, e que nos é revelada mediante a Palavra de Deus. Obter a mais alta educação é seguir implicitamente essa palavra; isso significa andar nas pegadas de Cristo e exercer Suas virtudes. Importa renunciar ao egoísmo e consagrar a vida ao serviço de Deus. A mais elevada educação requer algo maior e mais divino do que o conhecimento que se obtém meramente dos livros. Ela significa um conhecimento individual, experimental de Cristo; quer dizer emancipação de idéias, hábitos e práticas adquiridos na escola do príncipe das trevas, e que se opõem à lealdade para com Deus. Quer dizer subjugar a obstinação, o orgulho, o egoísmo, as ambições mundanas, a incredulidade. É a mensagem da libertação do pecado.CP 11.2

    Século após século, a curiosidade dos homens os tem levado a procurar a árvore do conhecimento. E muitas vezes pensam eles estar colhendo fruto muito essencial quando, em realidade, é vaidade, é nada em comparação com a ciência da verdadeira santidade, a qual lhes abriria as portas da cidade de Deus. A ambição humana busca o conhecimento que lhes trará glória, exaltação própria e supremacia. Assim foram Adão e Eva influenciados por Satanás até que a restrição imposta por Deus foi partida de meio a meio, começando sua educação com o mestre da mentira. Adquiriram o que Deus lhes recusara - o conhecimento das conseqüências da transgressão.CP 12.1

    A árvore da ciência, assim chamada, tem-se tornado instrumento de morte. Satanás tem entretecido astuciosamente seus dogmas, suas falsas teorias na instrução dada. Da árvore da ciência, profere ele as mais aprazíveis lisonjas quanto à educação superior. Milhares participam do fruto dessa árvore, mas isso significa para eles morte. Cristo diz: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão?” (Is 55:2). Estais empregando os talentos que vos foram confiados pelo Céu na busca de uma educação que Deus declara ser loucura.CP 12.2

    A idéia de que a educação é um fracasso grava-se no espírito de todo estudante, a menos que o entendimento aprenda a apoderar-se das verdades da revelação divina, e o coração aceite os ensinos do evangelho de Cristo. O estudante que, em lugar dos vastos princípios da Palavra de Deus, aceita idéias comuns e permite que a mente e tempo sejam absorvidos com assuntos triviais verificará que seu espírito vai diminuindo e enfraquecendo. Perderá a faculdade do desenvolvimento. A mente deve ser exercitada para compreender as importantes verdades concernentes à vida eterna.CP 12.3

    Foi-me mostrado que devemos levar a mente dos estudantes a mais alto nível do que atualmente se julga possível. O coração e o espírito devem ser exercitados a conservar a pureza mediante diária recepção de provisões da fonte da verdade eterna. A educação adquirida pelo estudo da Palavra de Deus dilatará o estreito âmbito da instrução humana e apresentará à mente conhecimento, incomparavelmente mais profundo, a ser alcançado por meio de vital ligação com Deus. Ela introduzirá todo estudante que seja cumpridor da Palavra em um mais vasto campo de idéias ao mesmo tempo que lhe garantirá uma riqueza de saber que se não dissipará. Sem esse conhecimento, é certo que o homem perde a vida eterna; possuindo-o, estará habilitado a tornar-se companheiro dos santos na luz.CP 13.1

    A mente e a mão divinas têm conservado, através dos séculos, em sua pureza, o relatório da Criação. É unicamente a Palavra de Deus que nos dá autêntico relato da criação do mundo. Essa Palavra tem de ser o principal estudo em nossas escolas. Nela podemos aprender quanto custou nossa redenção Àquele que, desde o princípio, era igual ao Pai, e que sacrificou a própria vida para que houvesse um povo que, redimido de tudo quanto é terreno, renovado à imagem de Deus, pudesse subsistir em Sua presença.CP 13.2

    As providências e concessões de Deus em nosso favor são sem limites. O trono da graça é, em si mesmo, a mais elevada atração, visto ser ocupado por um Ser que nos permite chamar-Lhe Pai. Mas Jeová não considerou completo o plano da salvação enquanto nele estivesse depositado apenas Seu amor. Colocou em Seu altar um Advogado revestido de Sua própria natureza. A obra de Cristo, como nosso intercessor, é apresentar-nos a Deus como filhos e filhas. Ele intercede em favor daqueles que O recebem. Com o próprio sangue pagou-lhes o resgate. Pela virtude dos próprios méritos, dá-lhes poder de se tornarem membros da família real, filhos do celeste Rei. E o Pai demonstra o amor infinito que a Cristo tem, recebendo com agrado os amigos de Cristo como amigos Seus. Está satisfeito com a expiação efetuada. É glorificado pela encarnação, vida, morte e mediação de Seu Filho.CP 14.1

    A ciência da salvação, a ciência da genuína piedade, o conhecimento revelado desde a eternidade, que penetra no desígnio de Deus, exprime-Lhe a mente e Lhe revela o propósito - eis a ciência que o Céu avalia como a mais importante. Caso nossa juventude obtenha esse conhecimento, será capaz de adquirir tudo mais que seja essencial; se não o obtiver, porém, todo conhecimento que venha a adquirir do mundo, não a colocará nas fileiras do Senhor. Poderá reunir todo o saber que os livros possam proporcionar, e ser, todavia, ignorante dos primeiros princípios daquela justiça que lhe comunicará caráter digno da aprovação de Deus.CP 14.2

    Larger font
    Smaller font
    Copy
    Print
    Contents